segunda-feira, setembro 24


Consigo conversar durante horas, adoro conversar, trocar ideias.
Mas também gosto de ouvir pois é ai que aprendo.
Nada melhor do que participar numa discussão de ideias. Abre a mente.

Já chorei muito, por causa das agressões e violência de minha mãe, por causa de discriminação a que me sujeitaram, por não me sentir bem na minha pele.
Não sei como os outros me vêem, mas aflige-me o sofrimento alheio, e quando expresso em lágrimas ainda me magoa mais.
Não perco o respeito, nem a admiração por quem chora, perco por aqueles que provocam as lágrimas nos outros.
Se não viro a cara ao sofrimento alheio, muito menos ao dos meus amigos, porque os amo, e o sofrimento deles é também o meu, e eu quero ser feliz.
Claro que corro sempre o risco de ser considerado intrusivo, um metediço que gosta de se meter na vida dos outros (já me rotularam assim). Mas é porque não me conhecem, se não entendem as minhas intenções eu estou sempre disponível para vos elucidar.
Se já tem uma ideia fixa sobre mim, então não vale a pena perder o meu tempo a explicar-vos.

No fundo sou um bom sujeito com algumas fraquezas.
Procuro que a minha vida seja o menos desconfortável possível, mas confesso que vivo sempre com um amargo de boca, por não poder ser mais, fazer mais.
O desrespeito é tanto, a má educação grande, a justiça tão vaga, que me irrita até á medula. Apesar desta minha maneira de ser, tolerante e assertiva, ferve dentro de mim uma revolta por este mundo não ser melhor, mais agradável de ser vivido.
Quantas vezes acho este mundo parecido ao inferno, e nessas alturas fico danado, revoltado, irado, espumo pela boca.
Às vezes parece que sou eu sozinho contra o mundo.

Tenho medo desta gente que ataca quando estamos distraídos…

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