sábado, março 30

Não, não insistam, Eu não quero falar disso…
Porque raios tanto insistem em ter a nossa opinião quando nós não a queremos dar?
Não é por nada, é que por experiência própria a maioria das vezes que pedem a nossa opinião não a querem verdadeiramente ouvir, apenas querem que validemos a deles.
E depois não tenho de ter opinião sobre tudo, que dizer, ter até que tenho, mas para minha própria protecção, o melhor é muitas ficarem só na minha cabeça, e como a minha testa não tem legendas, tou safo!

E depois esta gente com cara de quem saiu dum quadro da Paula Rêgo mete-me medo! Eu sei que se os encontrasse num beco escuro borrava-me todo de medo.
Aviso já que quando me pedirem a opinião, tem 5 segundos para fugirem, depois ficam por vossa conta e risco.
O mundo está cheio de burros com perucas a fazerem-se passar por cavalos de alta linhagem.
Eu por mim ainda sou atormentado por sonhos de cavalos com a Cicciolina.

E que mania esta das elites culturais se vestirem como a Paula Bobone, ou aquela duquesa ou marquesa espanhola que parece que esteve no acidente de comboio de Alfarelos.
Pior só aquelas pessoas que se queixam sempre do tempo. 

segunda-feira, março 25


Eu sou a favor do feminismo, e da liberdade sexual da mulher. E acho que ela tem tanto direito a sair á noite para ter uma boa foda, como o homem.
Mas isto de agora não haver revista feminina que não dê dicas sobre sexo é demais, nem a “cândida” Maria escapa. Chega a ser pornográfico.

Não sou pudico, aquilo que já fiz em privado e em publico, e o que ainda pretendo fazer, dava para uma seria de bons filmes pornográficos, bem hard-cores.
Sempre encarei o sexo de uma forma saudável e sem tabus, e sempre achei que o que nos dá prazer não deve ser encarado com culpas. Faço o que me dá prazer a mim, e aos outros, mas ainda tenho os meus limites.
Mas a sensação que me dão essas revistas é que são escritas por um bando de tarados, ou então pensam que as mulheres são todas umas gandas malucas, umas predadoras sexuais, que usam sempre lingeries sexys, e com sex-toys nas malas, ou nos sacos das compras.
Ou seja, tomam as mulheres por homens, e depois dá para o torto.
Nas revistas femininas as mulheres só pesam em moda, compras e sexo.
Ah! E nunca tem dores de cabeça e artroses.
Os homens portugueses devem ter mesmo azar porque raramente encontram este tipo de mulheres…

Outra coisa que me anda a fazer borbulhas no cérebro são as clínicas de depilação, nascem como ervas daninhas. Agora que ser peludo está na moda querem depilar-nos a todos?
Passei a vida a tentar encaixar-me na sociedade, sem violentar a minha identidade, e agora tenho de mudar para agradar aos outros? Muitos fazem isso e caem no maior erro das suas vidas.
Sempre vivi segundo o meu código de conduta, que nunca foi, e espero nunca será rígido. Tento ser justo, sincero (muito difícil), generoso e bondoso (para os que merecem, porque se abusam eu não sou bom de “assoar”).

Pergunto-me muitas vezes o que ando cá a fazer neste mundo, por vezes os meus amigos, o seu sorriso, o seu carinho e afectos dão-me a resposta.
Claro que tenho as minhas idiossincrasias, mas gosto de relações fortes e sadias, sem complexos e medos, e isso hoje é difícil, pois a maioria das pessoas são egoístas e materialistas, desconfiadas e medrosas, arrogantes e muitas vezes desprovidas de inteligência. Por isso eu assusto tantos com a minha forma de estar na vida, com os afectos com que brindo as pessoas que amo e respeito, mesmo que por vezes eu lhes passe despercebido ou menor aos seus olhos.
Se tantos soubessem o quanto lhes quero bem…

Mas graças a Deus há excepções, e alguns deixarem-me entrar nas suas vidas, e eu tive o cuidado de os não deixar fugir, de os acolher e manter na minha vida, porque não sou parvo (embora não seja a opinião geral).

quinta-feira, março 21


Há gente que vive na terra do menor esforço. Não que eu goste de dificuldades, mas há gente que abusa.
Ainda bem que não tenho super poderes…
Se o arrependimento matasse eu estaria mortinho da silva. As vezes que já me arrependi de não ter mandado tanta gente á merda.
Como me arrependo de ter acreditado na minha mãe, e me ter julgado menor durante tanto tempo na minha vida, demasiado tempo…

A consciência de que somos falíveis, que erramos, fazemos más escolhas e muitas asneiras, só nos torna mais capazes de enfrentarmos as agruras que se atravessam na nossa vida.
Aparentemente toda a gente parece desinteressada das coisas, mas tem opinião sobre tudo e nada. Dizem que não querem saber de politica, que eles são todos iguais, mas não são. Este aparente desinteresse deve-se ao facto de a maioria votar nos políticos errados, e não ter coragem de o admitir. E o pior é o que o fazem sucessivamente.
Vejam o caso de Cavaco Silva, foi o primeiro-ministro que todos sabemos e um amorfo presidente da república, e lá votaram nele.
Toda a gente sabia o percurso de vida do actual primeiro-ministro, e lá votaram nele.

Então aqueles que vota, cegamente num partido fazem-me urticária. Parecem aqueles deputados “só para fazer número” no Parlamento, mesmo que seja uma lei para matarem as próprias mães, ele votam a favor, porque o partido manda, são fiéis á disciplina partidária, e infiéis a quem os elegeu.
Ou seja na casa da democracia, o Parlamento, não há democracia, há partidocracia.

Alguém que se julgue especialmente especial, não percebe que é mais um neste planeta sobrepovoado.

terça-feira, março 19


Vivemos num mundo onde tudo acontece muito depressa.
As relações são efémeras, as pessoas estão mais gordas (de cérebro também), mais isoladas, mais desconfiadas, menos afectivas.
Mas as redes sociais crescem que nem cogumelos. Muita gente hoje não passa sem elas. E põem a sua vida a nu com uma facilidade gritante, tem uma necessidade de partilhar tudo com a humanidade. Não que isso seja mau, mas todo o excesso é negativo.

E depois tentam fazer passar a imagem de que são todos belos, maravilhosos, activistas convictos, incapazes do mal, relações perfeitas, um bando enorme de amigos e conversas intelectuais sempre interessantes, querem ser o centro do mundo.
A maioria são estéreis, e acreditam que o seu sucesso se mede pelo número de amigos nas redes sociais, troca-se tudo por nada.
E depois aquelas frases ocas com fotos a condizer…

Também acho curioso aquelas criaturas que falam ao telefone, como se estivessem a gritar palavras de ordem numa manif. Ainda ontem estava num café, e um senhor anafado disse o nome do ministro da educação, sem exagero, umas 10 vezes em alto e bom som, para que todos soubéssemos que estava a falar com o Nuno Crato.
A relação das pessoas com o telemóvel é um caso patológico. Falam nos sítios mais inusitados, desde os wc (já ouvi falar de pessoas que limparam o cu ao telemóvel por engano), até ao funeral da mãe. Até já assisti a pessoas a ligar nos comboios da Fertagus a dizer á pessoa que estava na estação á sua espera, que estavam a chegar…
E depois pensam que as suas conversas nos interessam, como se tivessem eles todos vidas interessantes, e estivessem num talk-show da Júlia Pinheiro.

Bolas, chega de informação…

domingo, março 17


Dizem que os cães são como as crianças. Eu por mim prefiro os cães…
Os cães ganham em vantagem em quase tudo, pode-se repreende-los e dar-lhes umas palmadas no rabo sem que isso seja crime, os cães não se metem nas drogas, nem na bebida, não chegam tarde a casa, estão sempre ás horas das refeições, e não gastam dinheiro em roupas, cremes, cinemas, discotecas, telemóveis e afins.
Nem temos de lhes pagar estudos e propinas.
Claro que nos podem morder, ou mijar o tapete, mas isso também as crianças…

E depois dizem que eles são os nossos fiéis amigos. AMIGOS?
Como se a nossa relação com eles fosse de igual para igual… Sim porque eu trato os meus amigos como iguais.
A maioria das pessoas adoram ter cães pelas razões contrárias ás que deviam ter. Por status, vaidade ou porque os podem dominar. E ai deles se não se adaptarem aos donos. Tal como muitos fazem ás crianças, abandonam-nos ou pior do que isso, maltratam-nos.

Depois há os que põem os seus animais de estimação á frente das suas prioridades e dos outros, humanos incluídos, e tratam-nos como semelhantes. Um cão é um cão, não é um ser humano.
A maioria dos cães não se defende dos donos porque sabem que levam no focinho.
O cão é fiel por medo, não porque ame o dono, esse é o comportamento típico das matilhas.

sexta-feira, março 15


As televisões mostram famílias que não existem.
Maridos e mulheres heteros felizes a tomarem pequenos-almoços em família com calma, com tempo para lavar e arrumar aquela mesa e lavar aquela loiça toda.
Eu consigo beber uma caneca de leite com café, umas sandes e um iogurte, e é um pau…

Eu gosto do prazer pelo prazer, sem remorsos, culpas, dor, custo, esforço ou tensão.
No fim somos uns acomodados, que preferimos que os outros façam as coisas por nós. Queixam-se, mas depois não actuam, colocando-se ás cavalitas de quem o faz.
E quando um gajo “mete uma coisa na cabeça”… Eu por mim só champô e um gorro quando está muito frio. Nunca fui de “ideias fixas”, prefiro as flexíveis.
Se toda a gente gostasse mais de si próprios, seriam menos infelizes. E eu sinto que cada vez ganho mais nas comparações.
Eu pessoalmente tenho ideias para meter coisas nas cabeças das pessoas, a começar pela inteligência.

Não há nada que mais dê gozo a um tuga do que exercer poder sobre os outros, por mais pequeno que seja. Muitas vezes nem sabemos defini-los, mas reconhecemo-los quando somos vítimas deles.
São o espelho perfeito do Portugal medíocre e moderno, ostentivo, inútil, ineficiente. E papam tudo o que lhes impigem.
E vivem para infernizar a vida dos outros. E descarregam sobre nós as suas frustrações pessoais. 

Sei que muitas vezes dizer não custa, tememos que as pessoas deixem de gostar de nós por lhes recusarmos algo. Mas também dizer não por tudo e por nada, só para se armarem, tenham paciência…

Eu digo que não há belo sem sabão, e muitas vezes isso estende-se á higiene mental.
Basta alguém dizer algum boato sobre alguém que há sempre outro alguém que já sabia (ou desconfiava). E depois os boatos incham que nem balões, até que rebentam por si, ou alguém os rebenta, e vê-se que afinal era tudo uma nada.
Então se o boato se torna realidade entra tudo em delírio, e toca tudo a obter provas e a mostrá-las com requintes de sadismo.

As pessoas com vidas “normais”, boas e calmas, não tem interesse, o que vende são vidas escabrosas. E há aqueles que fazem do boato e do maldizer a sua profissão, o pior é que mais tarde ou mais cedo, o feitiço vira-se contra eles…
A nós só nos resta fingir que acreditamos, ou ainda melhor evitar essa gente, que eles quando ferram não largam. Pena que não sejam como as abelhas, essas deixam o ferrão mas depois morrem.
E depois os outros nunca são, nem fazem, nada de jeito. Os jeitosos são eles. Esta gente gosta de se sentir especial, mas vão pelo caminho errado.

terça-feira, março 12


Vivemos numa época em que os pais pensam que a educação é para ser dada na escola, pelos professores. Ora a escola é para dar instrução, não educação, e educação vem do berço.
E fazem as maiores estupidezes á frente dos filhos, e depois quando recebem o tratamento mal-educado deles perguntam” onde é que ele(a) aprendeu a ser assim”. Ora foi com eles…
Foi por eles conduzirem que nem bestas, passarem á frente de tudo e de todos, fugirem ás suas obrigações, por poluírem tudo, por serem mal educados com os que julgam menores do que eles, por bajularem os que pensam poder vir a tirar proveitos, por mentirem e faltarem ás promessas feitas, por serem violentos.

A coerência desta gente que exige a melhor educação aos filhos do estado, ou para quem pode aos privados.
O respeito, esse, anda pelas ruas da amargura. As pessoas atropelam-se umas ás outras sem qualquer pudor ou mossa nas consciências. São tão inseguros que tem de desrespeitar os outros para se sentirem superiores. E depois são tão dados ao ódio de estimação, e por vezes perguntamos porque odeiam aquela pessoa e nem eles conseguem explicar: “porque me irrita”.
A mim também me irrita muita coisa, e muita gente, mas bolas, não os odeio.
No fim estes ódios não são mais do que caprichos de gente mimada e/ou mal formada. Mas a maioria é por inveja. Pura inveja.

E adoram ver as pessoas infelizes.
Se alguém se diz feliz ou age como tal, desconfiam logo, que é mentira, que é tudo uma farsa. Não gostam de ver e arranjam-lhe logo defeitos e promovem intrigas.
Claro que há coisas que detesto, mas odiar só odeio o ódio.

domingo, março 10


Muitos dos meus amigos acharam-me ao princípio presunçoso e arrogante. Mas depressa perceberam que isso não corresponde nada á minha personalidade.
Se calhar isso vem da minha maneira muito observadora e por vezes mordaz com que vejo as manias (nem falo dos defeitos) dos outros. E para muitos isso é falar mal…
Mas se ouvirem bem eu não digo muito mal dos outros, brinco com as suas manias e bizarrias, como brinco com as minhas. Posso ser enervante, mas sou livre e sincero, sou uma espécie de inteligente em bruto.

Sou um tipo sensível e solidário, foi isso que me ensinaram, sou hábil a lidar com os outros, tenho mais tendência a elogiar as virtudes do que a apontar os defeitos.
Sou prático com os outros, mas pouco para comigo, sou atento e tenho uma curiosidade incansável e sentido crítico.
E claro, sou um extraterrestre (não me digam que ainda não tinham reparado!), um gajo simples num país de complicados. E ponham complicação nesta equação 

terça-feira, março 5



Há tanto desnorte neste mundo.

E depois são presas fáceis dos predadores. Há momentos em que não quero ser visto, nem compreendido. Por vezes sinto que não tenho razão de ser, nem para ser. Não peço muito, só quero acabar, tenho vergonha deste rumo a que o mundo está a tomar.



Sei que não são fáceis as relações com os outros, há demasiada gente inebriada, ciosa dos seu arbítrios, reclamando tudo em seu proveito, e não dando nada. Gostam de se saciar com a carne dos outros.

Tolerante e céptico lá vou sobrevivendo neste mundo cruel, nesta teia mais do que emaranhada de interesses contraditórios e vaidades sem nexo.



Eu esgoto-me no único compromisso que assumo na vida, o respeito pela natureza humana. Se calhar sou uma espécie em vias de extinção.

Demasiadas vezes sou esbofeteado pela maldade que vejo nos outros. Mas aprendi que uma vida não se esvai no sofrimento, e o que eu tenho perdoado nesta vida… Posso-vos desafiar o meu rosário de insucessos, são tantos e tão descarados, que vos iriam espantar. Mas sei que a minha missão neste mundo tem sentido, e é possível.

Pode alguém importante não ser grande? Penso que sim.
Há demasiados Ebeneezer Scrooge, avaros e gananciosos a dominar este mundo, surdos á dor e pranto dos outros.
Não percebem que vivem uma vida vazia, porque a morte espera por todos. O que se faz da vida é que faz a diferença. O pior é que a vida não é um conto de Dickens…
E ele não mudou por remorso, mudou porque viu o futuro, e teve medo. É por isso que muitos se vão ajoelhar nas igrejas.
E o que faço eu no meio desta malta?

Receiem as ambições ocultas, elas são perigosas.
A vida virou-me para outras coisas, e eu prefiro deixar muitos entregues á bicharada. E esta gente é toda de “boas famílias”. Eles pululam por ai, invadem tudo e reproduzem-se como coelhos.