sexta-feira, outubro 29

Felizmente estou inteiro, nunca me deixei capar.

Se á coisa que detesto é que me tentar “calar”. Sou como a Maria da Fé “cantarei até que a voz me doa”.
Fico fulo quando me tomam por parvo. Tenho as minhas limitações, como todos nós, mas não sou nenhum idiota, respeito sempre os outros e por isso exijo o mesmo deles.

Não é por eu ser gay que tenho de calar as afrontas que me fazem.
Não ando desesperado por companhia, e para sexo, é o mais fácil de encontrar…

Já bastou a minha família, que porque achavam que eu por ser gay, era um ser frágil e cobarde. Enganaram-se redondamente…
Sou homossexual mas com tomates.

Não me privem da minha liberdade, não me faltem ao respeito, dêem-me um carinho ou atenção de vez em quando, e tem amigo para a vida. Agora se falham, meus amigos, vocês é que perdem, acreditem que sim. Porque pelo que vejo á minha volta, amizade sincera é cada vez mais rara.

quinta-feira, outubro 28

A morte tem prioridades incompreensíveis

Vivemos hoje em dia como se a morte fosse uma coisa que nunca estivesse atrás da esquina.
Mas ao mesmo tempo temos comportamentos como se quiséssemos viver a vida toda num momento.

Nunca temos tempo para aqueles que deveríamos amar, e aqueles que nos amam. Ou é o trabalho, ou a própria “vida”, que nos impede de comunicarmos regularmente. Tudo serve de desculpa para o indesculpável, que não nos queremos dar ao trabalho de sabermos como estão os outros, embora quando nós precisamos queremos sempre que eles estejam disponíveis para nós.
Porque os outros até podem estar a precisar de nós, ás vezes basta um ombro amigo, e é uma chatice ter de “aturar os problemas dos outros”. Já me bastam os meus…

E depois acontece algo que muda a nossa vida, ou a vida dos outros, e depois vem as lágrimas de crocodilo, sempre tardias e desnecessárias. Os mortos são sempre boas pessoas, que ninguém liga enquanto vivos, e até dão jeito porque já não nos chateiam mais.
Com diz o ditado: “De boas intenções está o inferno cheio”.

Ao mesmo tempo vive-se hoje tudo a 1000%, trabalhasse até à exaustão, horas a mais que se rouba á nossa saúde, á nossa família, a nós próprios.
Conduz-se como se estivéssemos todos numa prova de fórmula 1, sem respeito pela vida alheia.
Bebe-se e fuma-se como se o nosso corpo tivesse “bagagem” para viver 1 000 anos, não se percebe que a saúde se pode perder com os excessos, não se dorme de jeito, e isto paga-se tudo no corpinho, mais cedo e mais tarde.

Vivemos para tudo o que é tecnologia, tudo virtual, e esquecemos que o ser humano nasceu para ser afagado, para o contacto físico. Até o acto sexual se torna cada vez mais virtual, sem contacto, impessoal.
Prefere-se ir para um lugar cheio de fumo e barulho, do que nos sentarmos a conversar com gente inteligente, a discutir diferenças e semelhanças e a rir, muito.

Cada vez parece que temos aversão uns aos outros.

Se todas as novas formas de mais facilmente comunicarmos, nos vai tornar cada vez mais distantes fisicamente, quero voltar aos sinais de fumo e tambores.

terça-feira, outubro 26

Não se deve bater a portas que não se querem abrir.

È o que eu sinto neste momento, que ando a tentar abrir portas sem resultado.

Se calhar a imagem que dou de mim não corresponde ao meu verdadeiro “eu”, alguns acham-me arrogante, vaidoso, que tenho a mania que sou sabichão.
Nada mais de errado, mas se calhar dou essa imagem, para me proteger…

Acho que já me magoei tanto, que ponho uma carapaça e escondo-me atrás dela.
Isto de sairmos da nossa zona de conforto é lixado.
Mas como não temos GPS no cérebro nem no coração, estamos condenados a vivermos sempre no limbo das emoções, e a espalhar-nos ao comprido de vez em quando.
E depois esta minha mania de não querer magoar as pessoas, irrita-me e só me magoa ainda mais. Que bom poder mandar á merda as pessoas sem sentimentos de culpa.

Toda a gente parece normal até os conhecermos verdadeiramente, eu sei que tenho as minhas manias, mas vocês também estão bem arranjados…
A vida é curta, por vezes temos de arriscar.

Palavras leva-as o vento, confio nas pessoas que fazem, não nas que dizem.

sexta-feira, outubro 22

Olhar para trás é ter medo

E não são os gays pessoas que viveram com o medo?

O medo de serem “descobertos”
O medo de serem expulsos da família
O medo de serem abandonados pelos familiares e amigos
O medo de perderem o emprego
O medo de serem rejeitados pela sociedade
O medo de serem agredidos e até mortos por não serem iguais á carneirada
O medo do HIV/SIDA
O medo da exclusão
O medo de Deus
O medo da solidão
O medo de mostrar os afectos
O medo de não ser amado

Gay, quem vos maltrata não merece respeito, nenhum, e maltratar não é só fisicamente, mas também psicologicamente, financeiramente, religiosamente.

No fim eles são frustrados, uns medrosos, com medo da sua sexualidade, e por isso querem reprimir a dos outros. Em vez de se preocuparem em serem felizes, em amar, canalizam as suas energias a odiar o que é diferente, ou não, deles próprios.
São uns recalcados, que temem a sua própria sexualidade.

quarta-feira, outubro 20

Engraçado que hoje lembrei-me de antigos locais de engate que já desapareceram, e que eu frequentava.

  • O Parque Eduardo VII era um dos locais de excelência, junto ao agora Clube de Ténis e no agora Jardim Amália Rodrigues (vulgo Alto do Parque).
  • Também desapareceu aquela pastelaria/pronto-a-comer que ficava no Chiado e que ardeu com o famoso incêndio que destruiu a zona em 1988.
  • Os antigos barcos da CP, que levavam as pessoas do Terreiro do Paço para o Barreiro, eram palco de muita acção.
  • Aqueles enormes corredores das saídas do metro na antiga estação da Rotunda, hoje Marquês de Pombal, eram palco de belos encontros, (tive lá uma orgia com mais 17 marmanjos, uma delicia).
  • O Centro Comercial de Alvalade era outro centro de grande actividade sexual, numas casas de banho mais recatadas, hoje fechadas só para funcionários.
  • Também um encerrado Centro Comercial na Avenida da Liberdade (Libersil se não me falha a memória), a casa de banho do fundo, era uma delícia para quem gosta do belo sexo.
  • Outras casas de banho, eram as que ficavam na ligação do metro dos Restauradores para a estação de comboios do Rossio, bem como as próprias WC da estação. Hoje as primeiras estão fechadas, as segundas só para utilizadores dos comboios.
  • Em Loures os WC do jardim á saída para Lousa/Bucelas eram também frequentados por gente que gostava de um belo varão
  • E quem não foi tão feliz nas já arrasadas casas de banho á entrada das praias da Costa da Caparica (em frente ao antigo terminal dos comboios das praias)?
  • E os Centro Comerciais do Campo Pequeno?
  • E os WC do parque automóvel dos Restauradores?

Ao ver o que mudou, vejo que muito do bom se perdeu. Embora hoje seja tudo mais “aberto”, todos estes lugares me deixaram boas recordações.
E onde fui muito feliz…

terça-feira, outubro 19

Sei que muitas vezes reajo exageradamente a certas situações. tenho consciência disso.
Mas bolas, devo-me calar quando acho que me estão a ofender? a desrespeitar? quando as acções dos outros vão contra os meus ideais?
Deve uma amizade valer o silêncio?


Sei que toda a gente diz adorar a frontalidade. 
O pior é que gostam de ser frontais, mas não gostam que sejam com eles, e ai é que a porca torce o rabo...


Sei que sou muito frontal, e quando sinto a minha liberdade a ser posta em causa, viro fera, doa a quem doer.
É o meu lado negro, o outro lado da minha lua.


Hoje fui á minha médica de família, que sabe que sou gay, e ela disse-me que tenho de ser cínico para sobreviver neste mundo cão, mas bolas falhei esse "upgrade" e não tenho dinheiro para comprar a versão CINISMO2011.


Cada vez me magoa mais ver que muitos daqueles que guardo no coração me esqueceram por completo, e nem sequer tem um tempo no seu atarefado mundo FARMVILESCO para me mandarem um mail, a dizerem que estão vivos e de boa saúde.


Acho que ando a escolher mal as pessoas, ou então tenho uma costela masoquista.
MERDA PARA OS SENTIMENTOS.

segunda-feira, outubro 18

Sexta-feira lá fui sair com o meu amigo, e fomos ver o pôr-do-sol ao Miradouro de Santa Catarina, acompanhados de um café e uma cerveja.
Muita gente, alguma bonita, outra muito “entornada”, mas a vista bonita, e a surpresa de ver um novo bar com esplanada, no fim do miradouro, aproveitando uma velha habitação reconvertida.
Vivi em Santa Catarina, e vi o abandono a que aquilo estava…

Depois fomos a pé até ás bifanas em frente à Estação do Rossio, pois tou mal de finanças, e por 2,90€ comemos uma boa bifana com uma boémia à pressão, e lá ficou o estômago aconchegado.

Depois fomos aos bar da ILGA beber uns copos, na fisga de depois irmos ver uns bares na 24 de Julho. Mas a companhia fez-nos ficar lá até mais tarde.
Conheci uma especialista em Egiptologia, mulher muito interessante, professora, divertida, gira, acompanhado do meu amigo, e dos seus amigos foi conversa agradável e divertida, ou seja o que eu chamo um serão divertido. Estava a precisar assim de uma noite. Rir muito e falar de coisas sérias, conhecer novas pessoas, trocar ideias e experiências, aprender, sempre.

Como vivo na margem sul, tive de me vir embora pelas 2 da manhã, pois o ultimo barco é às 2.30 e o ultimo autocarro para minha casa ás 2.45. Os comboios acabam ás 1.30 aos dias de semana e á meia-noite e meia aos fins-de-semana.

Aconselho a quem goste de adrenalina efectuar esta viagem.
Miúdos, em bandos enormes, bêbados, drogados, a beberem e a fumarem charros dentro do barco e do autocarro, com os telemóveis com música aos altos berros (Kizombas ou Raps), negros a ameaçarem brancos, por vezes porrada, e o autocarro a parar exactamente no sitio onde “eles” querem, porque o motorista não se arrisca, bem faz ele. Polícia nenhuma, nem cheiro, nem vislumbre.
Já houve autocarros apedrejados, incendiados, gente agredida dentro deles. Mas tudo é permitido, até um dia haver mortes.
Querem mais radical, mais adrenalina do que isto?

PS: A pedido dos visados, retirei o nome das pessoas, parece que sou demasiado expressivo, enfim devo ser mesmo parvo! 

sexta-feira, outubro 15

Anteontem estava um bocadinho "down" e pasei pelo WC da estação de comboios em Lisboa, á ida para casa.
Estava lá um indiano jeitoso, com um sarda bem carnuda e escurinha e eu fiquei logo alerta.
Vi que ele estava em "ponto de rebuçado", e eu fiquei também...


Ele foi para uma privada e deixou a porta entreaberta e baixou as calças, deixando ver um corpo delicioso, eu claro que entrei e ele rápidamente colocou-me um preservativo e sem tirar a mochila das costas agarrou no meu membro e colocou-o no seu anus. Eu como sou boa pessoa fiz-lhe a vontade e comi o cuzinho até ele se vir, o que fez abundantemente.
Saíu e eu fiquei ali a seco.


Mas não por muito tempo, veio entretanto um mulato maduro, de casaco de fato e calças de ganga, que vendo-me ali de calças para baixo, e em ponto de ebulição, ficou excitado e veio ter comigo.
Claro que foi um ápice até eu ter o seu membro na minha boca, que cresceu e bem. 
Entretanto ele sai e eu pensei, bolas fiquei novamente a seco, mas eis que ele volta e torna a entrar e desta vez despe-se da cintura para baixo, e foi maravilhoso, ele usava uns boxers brancos que lhe ficavam a matra com a pele escura. 
Não resisti e vim-me, o que provocou também a ejeculação nele.


E pronto lá ficámos 3 pessoas mais felizes...

quarta-feira, outubro 13


Tu para mim morrestes, disse eu ao Zé depois de ele ter pisado uma mina.

Pessoalmente quando alguém abusa da minha bondade ou me falta ao respeito, é como se morresse.
Por isso já “matei” muita gente na minha vida. A começar pelo meu irmão e pela minha mãe. Demoraram a “morrer”, mas lá foram…

Sofro com as decepções, com as falhas de carácter. Supostamente aqueles que nos deviam amar, a família, deviam não nos falhar, não nos mentir, não nos roubarem valores tanto monetários como de carácter.
Se sou o que sou hoje, devo a estranhos que sempre me ajudaram, pessoas que sem serem do meu sangue, me “acolheram” e me ensinaram a ser um melhor ser humano. E não pensem que acabou, continuo sempre a aprender com aqueles que tem coisas para me ensinar.
Quero aprender, sempre.
Por isso não tenho medo de transmitir os meus conhecimentos.

Amanhã arranjo uns novos…

terça-feira, outubro 12

Por alguma razão os carros de Fórmula 1 só têm um lugar.

Eu também se é para me espalhar que seja sozinho, não quero a responsabilidade de ter alguém estampado por minha causa.
Talvez por isso sou muito individualista no que respeito á minha vida. Não peço ajuda a ninguém por já ter tido a minha conta de decepções.
Sou pessoa de ajudar, quando posso e quero, sim é preciso eu querer, e gostaria de fazer mais pelos outros, se a minha “saúde financeira” o permitisse.
Não me ofusco pela riqueza, pelos bens ou pelo poder. Se assim fosse teria aceitado casar com a prima prometida, fingido ser aquilo que não sou, e corresponder ao que a minha família esperava de mim.

Sei que assim não sou feliz, mas pelo menos não fiz nenhuma mulher infeliz, só as faço rir, gosto da sua companhia, gosto da mulher feminina, forte e inteligente. Nada como uma conversa com mulheres inteligentes, vêem a coisas de uma forma diferente, que nós homens não vemos.

Natália Correia ensinou-me que até na mais “batida” das prostitutas existe uma pessoa digna de respeito e de interesse.
E eu só respeito quem me respeita, para os outros estou-me cagando, literalmente.

segunda-feira, outubro 11

Tenho de perder esta mania de que sou menos do que os outros.

Bolas, porque não tenho um corpo a condizer com o meu intelecto.
È que acreditem, o meu cérebro é muito sexy.

Sexta-feira fui jantar com o meu amigo Zé Manel, a um restaurante indiano vegetariano, não foi caro, mas não me peçam para repetir e experiência tão cedo…
Não pensem que não gosto de comida indiano, gosto bastante, mas eu gosto de carne e peixe, só com legumes não vou lá…

Depois fomos ao bar da ILGA buscar preservativos para distribuir pelos bares da zona do Príncipe Real, e fomos acabar a noite no Pavilhão Chinês na Rua D. Pedro V. Nunca lá tinha entrado, e apesar de não ser barato, é um sitio muito giro, verdadeiro museu do coleccionismo e muito cosmopolita. Obrigado amigo Zé por me lá levares e ainda por cima pagares a conta.

Hoje voltei ao “ram-ram” do trabalho a pensar na próxima sexta-feira. Não que tenha muito $, mas nem que seja para ir beber um copo e comer uma bifana, tenho de ir descomprimir e ver gente bonita. Pelo menos “lavo a vista”.
Aliás fui à pouco tempo, com esse recente amigo, ao bar WOOF e gostei de lá estar, pois senti-me em casa, com “ursinhos” como eu. Só faltou o mel rsrsrsrsrsrsrs….

sexta-feira, outubro 8

As trutas fêmeas fingem o orgasmo.
Ou seja as “gajas” são como as trutas.

Que lindo animal para elas serem comparadas…

Nós, os homens, não podemos fingir orgasmos, nem sequer uma falsa atracção. Se não houver desejo não se levanta nada, não há erecção.
Por isso nós gays sabemos sempre que o outro está a fim de “brincadeira”, não há como enganar, é tudo mais honesto e prático.
Aliás os homens são muito práticos, e mais simples que as mulheres. Confessem lá amigas, vocês são seres muito complexos, e como vocês sabem nós temos uma dificuldade em processar coisas complicadas. Tem de ser uma coisa de cada vez.

Por exemplo sexo e futebol, não dá
Comer e fazer sexo, só no filme “Nove Semanas e Meia”, ou seja é ficção
Pensar em fazer sexo e executar qualquer tarefa, esqueçam…

Já sei, estão as meninas a dizer “os homens só pensam em sexo”, ok, verdade. E que mal vem ao mundo. Mais vale pensar sempre em sexo do que em coisas piores.
Os homens são físicos, para eles o amor sem sexo não faz sentido, é isso que os conforta, é a maneira de eles dizerem que amam, e de se sentirem amados.

Tudo simples, descomplicado.
Entenderam?

quinta-feira, outubro 7

Sinto pena destes idiotas de hoje.
Gente nova cheia de reumatismo no cérebro, eles estão encharcados de “morangos com açúcar” até ao tutano. O respeito e a educação não fazem parte do seu ADN.
Mas eles não são os culpados, os culpados são os encarregados de educação que não fazem a sua obrigação de os educar e punir quando necessário, e não falo em tareias de “caixão á cova” como eu levei, falo em castigos, e muitas vezes o que doem mais não são os das palmadas.

Hoje em dia eles tem tudo, e querem tudo naquela hora e sem “mas”. Os pais vão na cantiga, e agora não se pode dar um tabefe na criança, que vêem logo as autoridades tirarem-lhes os filhos por abusos e maus-tratos. As mesmas que fecharam os olhos aos abusos da Casa Pia e dos padres.

Os que são “de jeito” são apelidados de maricas, e nem as “garinas os gramam” pois por mais que a mulher diga que quer um homem que a compreenda, elas gostam é do homem mau, o brigão, por isso suspiram pelo Mourinho e quejandos. No fim gostam dos que as tratam mal.
É por estas e por outras que eu prefiro os homens…

quarta-feira, outubro 6

Segunda fui jantar ás pizzas com uns amigos da Universidade, e como sempre a comida estava deliciosa e a companhia óptima.
Nada com uma boa companhia, com boa conversa e boa comida.
Já lá tinha estado sexta-feira na companhia de outro amigo, com quem vi o por do sol no miradouro da Graça, (não sejam badalhocos, não foi nenhum encontro romântico), e depois fui até ao bar da ILGA, o tal do clube da bolinha.

Desta vez fiquei com melhor impressão das pessoas, mas com a quase certeza de que se não fosse com alguém que já era “íntimo” da casa, teria o mesmo “tratamento” das vezes anteriores.
Inscrevi-me como associado e mais uma vez pus-me á disposição para ajudar, aliás já me comprometi a ir todos os sábados de fim de mês, ajudar na distribuição de preservativos. Vamos lá ver se o pedido do dinheiro é mais rápido do que a aceitação da ajuda. Mas estou disposto a dar o benefício da duvida…

Já não me chegam as minhas penas, tenho que ir buscar as penas dos outros.
Aliás cada vez me sinto com se estivesse a pagar uma divida que não contrai, uma pena por um crime que não cometi.
Mas isso é um problema que tenho de resolver eu, pertence á tal luta entre mim e mim, que tenho de travar diariamente.

Acho que muitas das minhas mágoas tem a ver com a falta de carinho de que sofri na minha infância, aliás só levei porrada, muita…
Acho que até sou um ser muito equilibrado para uma infância tão infeliz que tive, se calhar sou mais forte do que penso.
O meu pai não sabia amar, e por isso não o soube fazer com os filhos, a minha mãe era uma mulher desequilibrada, sem educação, ultra-católica. Com tudo de mau que esta mistura comporta, o meu irmão um ser dissimulado. Os únicos que escapavam naquela casa eram os canários que coitados estavam presos na gaiola, e ainda levavam de vez em quando cada tortura debaixo da torneira pela minha mãe neurótica.
Ou seja os meus pais foram um erro de casting…

Por isso dou tanto valor aos sentimentos humanos, os genuínos e humildes.
Gosto de gente simples e humilde, como eu.